Vitamina C

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A vitamina C é necessária para a produção de colagénio, a substância do tipo “cimento” intercelular que dá estrutura aos músculos, tecidos vasculares, ossos e cartilagens. A vitamina C também contribui para a saúde dos dentes e gengivas e auxilia na absorção do ferro a partir da dieta. É também necessária para a síntese dos ácidos biliares.

Para além disso, a investigação mostrou o papel da vitamina C em:

síntese de várias hormonas e neuro-transmissores importantes
metabolismo do ácido fólico
função imunitária
função redox/anti-oxidante
nas reacções metabólicas de certos amino-ácidos, em particular na prevenção da formação de nitrosaminas potencialmente carcinogénicas no estômago (devido ao consumo de alimentos contendo nitrite, tais como a carne fumada ou os pickles).
Deficiência marginal
Os primeiros sintomas da deficiência inicial de vitamina C são a fadiga, a lassidão, a perda de apetite, a sonolência e insónia, o sentimento de exaustão, irritabilidade, baixa resistência às infecções e petéquia (pequeno sangramento capilar). Estes sintomas podem, no entanto, indicar outras doenças.

Grupos em risco de deficiência marginal
Entre os grupos de pessoas em risco de fornecer ao corpo quantidades insuficientes de vitamina C de forma a manter um nível óptimo no sangue estão os fumadores, os alcoólicos, os idosos em lares e os pacientes sujeitos a certos medicamentos. As necessidades de vitamina C para os fumadores nos EUA é superior em 40 mg às dos não fumadores.

Deficiência Franca
A deprivação de vitamina C durante um período suficiente de tempo leva ao escorbuto, o qual se caracteriza pelo enfraquecimento das estruturas de colagénio (tecido de ligação das células), resultando no sangramento capilar alargado. O escorbuto infantil causa malformações ósseas. O sangramento das gengivas e a queda dos dentes são normalmente os primeiros sinais da deficiência clínica. As hemorragias sob a pele causam sensibilidade extrema das extremidades e dores durante o movimento. Se deixada sem tratamento pode seguir-se a gangrena e a morte. Hoje em dia, o escorbuto ocorre com relativa raridade. Para evitar o escorbuto, é considerada suficiente a ingestão diária de 10-15 mg de vitamina C, mas para um funcionamento fisiológico óptimo são necessárias quantidades muito superiores.

Dose Diária Recomendada (DDR)
A ingestão diária recomendada de vitamina C varia de acordo com a idade, sexo, grupo de risco (ver “Grupos de risco”) e com os critérios aplicados nos países individuais. Nos EUA, a DDR para os adultos é actualmente de 60 mg (Conselho Nacional de Investigação), mas esta recomendação varia desde 30 mg no Reino Unido a 100 mg na antiga União Soviética (200 mg para as grávidas). Provas recentes estabelecem a estimativa para as necessidades de manutenção de uma saúde óptima na região dos 100 mg diários.

Suplementos
A vitamina C está disponível em comprimidos convencionais, efervescentes e mastigáveis, comprimidos de libertação temporizada, xaropes, pós, granulados, cápsulas, gotas e ampolas, tanto isoladamente como em preparações de polivitaminicos e minerais.

Utilização terapêutica
Os médicos recomendam que as mulheres grávidas aumentem a sua ingestão de vitamina C em cerca de 30% e durante a lactação é aconselhado um aumento de até 60-70% de forma a garantir as necessidades da mãe, dado que um litro de leite materno contém cerca de 50 mg de vitamina C. Durante um período pós-operativo ou durante a cura de feridas superficiais, os suplementos de vitamina C contribuem para a prevenção de infecções e promove a reparação da pele.

Segurança
Embora tenha sido ingeridas regularmente por várias pessoas quantidades tão altas quanto 6-10g de vitamina C por dia (mais de 100 vezes a DDR), não existem evidências de efeitos colaterais. A suplementação prolongada com doses elevadas pode ter um certo efeito laxativo.

Estudos com porcos-da-índia (uma das espécies de animais apropriadas) e com seres humanos não confirmaram os relatos anedóticos de retorno do escorbuto após a paragem súbita de suplementação prolongada com doses elevadas de vitamina C.

História
O escorbuto é uma das mais antigas doenças conhecidas da humanidade. Existem evidências da sua existência no Antigo Testamento, nos papiros de Ebers e na escrita de Plínio. Durante a Idade Média, o escorbuto era endémico no norte da Europa e no final do sec. XVII tornou-se um problema grave entre os marinheiros nas longas viagens de exploração.

Cerca de 400 a.C. Hipócrates descreve os sintomas do escorbuto.
1747    O médico naval James Lind receita laranjas e limões como uma cura para o escorbuto.
1907    O escorbuto é produzido experimentalmente em porcos-da-india por Holst e Frohlich.
1917    Bioensaio desenvolvido por Chick e Hume para determinar as propriedades anti-escorbúticas dos alimentos.
1930    Dr. Albert Szent-Györgyi demonstra que o ácido hexurónico que ele isolou inicialmente das glândulas supra-renais dos porcos em 1928 é idêntico à vitamina C, a qual ele extrai em grandes quantidades de pimentões doces.
1932    Os esforços independentes de Sir Norman Haworth e do Dr. Glen King estabelecem a estrutura química da vitamina C.
1932 A relação entre a vitamina C e o factor anti-escorbútico é descoberta por Szent-Györgyi e ao mesmo tempo por King e Waugh.
1933    Em Basileia, o Dr.Tadeusz Reichstein sintetiza um ácido ascórbico idêntico à vitamina C natural. Este é o primeiro passo em direcção à produção industrial da vitamina em 1936.
1937    Haworth e Szent-Györgyi recebe o prémio Nobel para a sua investigação sobre a vitamina C.
1970    O Professor Linus Pauling chama a atenção mundial com o seu best-seller controverso “A vitamina C e a constipação”.
1975-79    Estudos experimentais in vitro ilustram as propriedades antioxidantes e de extinção do oxigénio singleto da vitamina C.
1979    Packer e os seus colaboradores observam a interacção de radicais livres da vitamina E e da vitamina C.
1982    Niki demonstra a regeneração da vitamina E pela vitamina C.
1985    As necessidades mundiais de vitamina C estão estimadas em 30.000- 35.000 toneladas por ano.
1988    O Instituto Nacional do Cancro (EUA) reconhece a relação inversa entre a ingestão da vitamina C e as várias formas de cancro e emite indicações para o aumento da vitamina C na dieta.

Fonte: http://www.roche.pt/emagrecer/vitaminas/v_c.cfm

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Comentários

  1. ALINE FERREIRA VITOR  setembro 10, 2016

    BOM DIA ! Obrigada pelas valiosas informações.

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  2. Natália Tobar  Maio 24, 2017

    BOi dia….Estou com medo de perder o site…espero que mandem avisos no meu email.
    Amei…principalmente o que fala da insônia. ..troco a noite pelo dia a 30 anos. ….e quantonmais reputo isso é pior.

    responder

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