Sigmund Freud.

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(1856-1939)

  1. Somos feitos de carne, mas temos de viver como se fôssemos de ferro.
  2. Como fica forte uma pessoa quando está segura de ser amada!
  3. A felicidade é um problema individual. Aqui, nenhum conselho é válido. Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz.
  4. Um homem que está livre da religião tem uma oportunidade melhor de viver uma vida mais normal e completa.
  5. A inteligência é o único meio que possuímos para dominar os nossos instintos.
  6. Nós poderíamos ser muito melhores se não quiséssemos ser tão bons.
  7. O pensamento é o ensaio da ação.
  8. O sonho é a satisfação de que o desejo se realize.
  9. Se quiseres poder suportar a vida, fica pronto para aceitar a morte.
  10. O estado proíbe ao indivíduo a prática de atos infratores, não porque deseje aboli-los, mas sim porque quer monopolizá-los.
  11. A ciência não é uma ilusão, mas seria uma ilusão acreditar que poderemos encontrar noutro lugar o que ela não nos pode dar.
  12. A nossa civilização é em grande parte responsável pelas nossas desgraças. Seríamos muito mais felizes se a abandonássemos e retornássemos às condições primitivas.
  13. Qualquer coisa que encoraje o crescimento de laços emocionais tem que servir contra as guerras.
  14. A religião é comparável a uma neurose da infância.
  15. Eduque-o como quiser; de qualquer maneira há-de educá-lo mal.
  16. A sede de conhecimento parece ser inseparável da curiosidade sexual.
  17. O homem enérgico e que é bem sucedido é o que consegue transformar em realidades as fantasias do desejo.
  18. É escusado sonhar que se bebe; quando a sede aperta, é preciso acordar para beber.
  19. A renúncia progressiva dos instintos parece ser um dos fundamentos do desenvolvimento da civilização humana.
  20. O sonho representa a realização de um desejo.
  21. Não posso imaginar que uma vida sem trabalho seja capaz de trazer qualquer espécie de conforto. A imaginação criadora e o trabalho para mim andam de mãos dadas; não retiro prazer de nenhuma outra coisa.
  22. É quase impossível conciliar as exigências do instinto sexual com as da civilização.
  23. Nenhum ser humano é capaz de esconder um segredo. Se a boca se cala, falam as pontas dos dedos
  24. Podemos nos defender de um ataque, mas somos indefesos a um elogio.”
  25. De erro em erro, vai-se descobrindo toda a verdade
  26. Não somos apenas o que pensamos ser. Somos mais; somos também, o que lembramos e aquilo de que nos esquecemos;
    somos as palavras que trocamos, os enganos que cometemos,os impulsos a que cedemos, “sem querer”.
  27. Um dia, quando olhares para trás, verás que os dias mais belos foram aqueles em que lutaste.
  28. “O caráter de um homem é formado pelas pessoas que escolheu para conviver.”
  29. Podemos nos defender de um ataque, mas somos indefesos a um elogio.
  30. Em última análise, precisamos amar para não adoecer.
  31. Quem tem olhos para ver e ouvidos para ouvir, se convence que os mortais não podem ocultar nenhum segredo
  32. Aquele que não fala com os lábios, fala com as pontas dos dedos: nós nos traímos por todos os poros.
  33. O instinto de amar um objeto demanda a destreza em obtê-lo, e se uma pessoa pensar que não consegue controlar o objeto e se sentir ameaçado por ele, ela age contra ele.
  34. “O homem é dono do que cala e escravo do que fala.”
    “Quando Pedro me fala sobre Paulo, sei mais de Pedro que de Paulo.”
  35. Existo onde não penso
  36. O falso é às vezes a verdade de cabeça para baixo.
  37. O intelecto nunca descansa até conseguir audiência.
  38. Aonde quer que eu vá, eu descubro que um poeta esteve lá antes de mim.

Sua vida e sua obra,

Sigmund Schlomo Freud nasceu em 6 de maio de 1856, em Freiberg, Moravia (atualmente Pribor, Checoslovaquia), filho de Jacob Freud e sua terceira esposa, Amalia (vinte anos mais jovem que o marido). Sigi, como era chamado por seus parentes, teve sete irmãos mais jovens.

A constelação familiar era incomum pois, dois meio-irmãos de Freud, Emmanuel e Philipp, tinham praticamente a mesma idade de sua mãe. Freud era ligeiramente mais novo que seu sobrinho John, filho de Emmanuel. Esta situação peculiar pode ter estimulado o interesse de Freud em dinâmica familiar, levando-o às suas posteriores formulações sobre o Complexo de Édipo.O pai de Freud, um comerciante judeu de posses modestas, levou a família para Leipzig, Alemanha (1859), seguindo para Viena (1860), onde Freud viveu até 1938.Aos 8 anos de idade, Freud lia Shakespeare e, na adolescência, ouviu uma conferência, cujo tema era o ensaio de Goethe sobre a natureza, ficando profundamente impressionado.

Abreviou seu nome para Sigmund Freud em 1877.

Pretendia estudar Direito, mas decidiu seguir Medicina, interessado na área de pesquisas. Ingressou na Universidade de Viena em 1873.

Como aluno, Freud iniciou um trabalho de pesquisa sobre o sistema nervoso central, orientado por Ernst von Brücke (1876), e formou-se médico em 1881. Trabalhou na Clínica Psiquiátrica de Theodor Meynert (1882-83), estudando posteriormente com Charcot (Salpetrière), em Paris (1885).De 1884 a 1887, Freud publicou vários artigos sobre cocaina (veja livro*).

Casou-se com Martha Bernays em 1886. O casal teve seis filhos (Mathilde, 1887; Jean-Martin, 1889; Olivier, 1891; Ernst, 1892; Sophie, 1893; Anna, 1895).

Freud iniciou seu trabalho clínico, em consultório próprio, especializando-se em doenças nervosas. Seu interesse pela histeria* foi estimulado pela hipnoterapia* praticada por Breuer e Charcot (1887-88).

Freud mudou-se para um apartamento em Bergasse 19 (1891), que 80 anos mais tarde veio a se tornar The Freud Museum Vienna*(1971).

Freud e Breuer publicaram suas descobertas em Estudos sobre a Histeria (método catártico) em 1895; no mesmo ano, Freud conseguiu, pela primeira vez, analisar um sonho seu, conhecido posteriormente como “o sonho da injeção feita em Irma”.

Ele também elaborou o rascunho de 100 páginas manuscritas, que só foram publicadas após sua morte, sob o título de Projeto para uma Psicologia Científica (1950).Nos cinco anos que se seguiram (1895-1900),

Freud desenvolveu muitos dos conceitos que foram posteriormente incluídos na teoria e prática da psicanálise.O termo “psicanálise”* (associação livre) foi concebido por Freud em 1896.

Após romper com Breuer, e passando por uma crise, devida à morte de seu pai, Freud iniciou sua auto-análise em 1897, ao examinar seus sonhos e fantasias, contando com o apoio emocional de seu amigo íntimo, Wilhelm Fliess.

A Interpetação de Sonhos (‘Die Traumdeutung’) , o qual Freud considerou como sendo o mais importante de todos os seus livros*, foi publicado em 1899, com data de impressão de 1900, pois ele queria que sua grande descoberta fosse associada ao início de um novo século.

Seus pares, na área médica, ainda encaravam seus trabalhos com hostilidade e Freud trabalhava em completo isolamento. Iniciou a análise de sua jovem paciente Dora e Psicopatologia da Vida Cotidiana foi publicado em 1901.

Foi nomeado Professor na Universidade de Viena e fundou a “Sociedade das Quartas-feiras” em 1902 (reunião semanal de amigos, em sua casa, com o propósito de discutir os trabalhos que vinha desenvolvendo), a qual veio a se tornar a Associação de Psicanálise de Viena, em 1908.

Três Ensaios sôbre a Teoria da Sexualidade, Os Chistes e sua relação com o Inconsciente, Fragmento da análise de um caso de Histeria (‘Dora’) foram publicados em 1905.

Por volta de 1906, um pequeno grupo de seguidores havia se formado em torno de Freud, incluindo William Stekel, Alfred Adler, Otto Rank, Abraham Brill, Eugen Bleuler e Carl Jung.Sándor Ferenczi e Ernest Jones juntaram-se ao círculo psicanalítico e o “Primeiro Congresso de Psicologia Freudiana” teve lugar em Salzburg, contando com a presença de quarenta participantes de cinco países (1908).

Em 1909, Freud foi convidado por Stanley Hall para proferir cinco conferências, na Clark University (Worcester, Massachussets), baseadas nos seus seis livros previamente publicados (mencionados acima nesta biografia), e Cinco Lições de Psicanálise foi a versão alemã dessas conferências, publicada em 1910. Mesmo tendo sido essa sua única visita aos Estados Unidos da América, essa oportunidade marcou definitivamente sua carreira, ao atrair atenção mundial para seus trabalhos.

O movimento psicanalítico foi sendo gradativamente reconhecido e uma organização internacional, chamada “International Psychoanalytical Association” foi fundada em 1910.

A revista de psicanálise “Imago” foi criada em 1912.Conforme o movimento se difundiu, Freud teve que enfrentar a dissidência entre os membros de seu círculo.

Adler (1911) e Jung (1913) deixaram a “Associação Psicanalítica de Viena” e formaram suas próprias escolas de pensamento, discordando da ênfase dada por Freud à origem sexual da neurose.

Início da Primeira Guerra Mundial (1914). Freud recebeu as visitas de Rainer Maria Rilke (1915) e André Breton (1921).A primeira parte das Conferências Introdutórias sobre Psicanálise foi publicada em 1916. “The International Journal of Psychoanalysis” foi criado em 1920.

Freud descobriu que sofria de cancer da boca em 1923 e, mesmo assim, manteve-se produtivo, durante dezesseis anos, tolerando tratamentos constantes e dolorosos e resistindo a 33 cirurgias.

Os primeiros volumes da Coletânea das Obras de Sigmund Freud surgiram em 1925, época em que estava com sérios conflitos com Otto Rank, devido à teoria do trauma do nascimento.

Freud foi agraciado com o “Prêmio Goethe de Literatura”, em 1930 e foi eleito Membro Honorário da “English Royal Society of Medicine” (1935).Hitler tornou-se o chanceler do Reich (1933).

A Gestapo investigou a casa de Freud; prendeu e interrogou sua filha Anna* durante um dia inteiro. Ameaçado pela ocupação nazista da Áustria (1938), Freud emigrou para a Inglaterra com sua família e, por um curto espaço de tempo, residiu em 20 Maresfield Gardens, local que 48 anos mais tarde veio a se tornar o Freud Museum London.*Sigmund Freud, faleceu* aos 83 anos de idade, no dia 23 de setembro de 1939, em Londres.

Seu duradouro legado teve grande influência na cultura do século XX.

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Comentários

  1. Frases de Freud  Março 14, 2012

    Ótimo artigo… Gostei principalmente das Frases de Freud.

    responder

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