O cérebro

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Por meio das invenções gigantescas na área da química, da física nuclear, dos transportes e da ciência alimentar o próprio cérebro humano produziu a ameaça da destruição. Agora está sendo ameaçado por si próprio.

Durante milhões de anos o cérebro se desenvolveu bem, numa interação positiva com o meio ambiente. Na história da evolução humana, a ameaça é uma situação totalmente nova. Nem a humanidade, nem especialistas como médicos, pedagogos e o pessoal da saúde conseguem, atualmente, detectar esse perigo e muito menos chegar a conclusões e tomar as medidas necessárias.

Os médicos se preocupam, por exemplo, com medidas diagnósticas, terapêuticas e preventivas eficazes para o coração, o aparelho digestivo, os seios e os pulmões, mas não cuidam do declínio mental provocado por influências ambientais.

Entende-se por declínio mental as deficiências no estudo e a falta de memória, a diminuição da capacidade de compreensão e o aumento de pacientes com Alzheimer.

É pouco conhecido que quase todas as substâncias químicas novas — devido à sua afinidade com os lipídios — são acumuladas sobretudo no cérebro, pois este é composto predominantemente por gordura. Também, grande parte da poluição radioativa atinge principalmente o cérebro — quer se trate de irradiações naturais, de acidentes nucleares, do lançamento de bombas atômicas ou de testes nucleares. Diversas vezes foram comprovados, nas proximidades de usinas atômicas, os casos de danificação dos cromossomos e de problemas intelectuais.

Outro problema importante é a falta de oligoelementos (por exemplo, o iodo) em certas regiões, bem como a alimentação carente ou errônea em muitos países.

Mundialmente, pedagogos observam um aumento de problemas escolares, como dificuldades no aprendizado, problemas de memória, hiperatividade, dislexia e muitos outros. Estão procurando as causas destes problemas nas áreas sociais. Nem as autoridades na área de ensino, nem pedagogos conhecem os danos profundos que o cérebro sofre devido ao meio ambiente.

É preciso mencionar o trabalho infantil no mundo, pois o cérebro infantil e o cerebro jovem são os mais afetados pelo meio ambiente tóxico. O emprego de crianças no comércio das flores na América Latina — onde utilizam grande quantidade de pesticidas — prejudica as crianças com graves conseqüências.

Também é preciso lembrar a agropecuária com seu uso de imensa quantidade de produtos químicos no combate aos predadores. Não é de se espantar que, justamente na população rural, ocorram graves doenças ambientais, como a esterilidade entre os camponeses.

Existem poucas pesquisas científicas sobre a influência no cérebro humano. Deveria prevalecer o princípio da prevenção. A população acredita nos valores-limite determinados por comissões governamentais e confia que valores abaixo daqueles estipulados como limite não tenham efeitos prejudiciais. No entanto — por exemplo, para o chumbo — a Inglaterra, a Rússia, os EUA e outros países aplicam valores-limite bem diversos.

Quais soluções são necessárias?
A formação dos professores precisa incluir uma literatura científica padrão sobre a relação entre os produtos químicos no meio ambiente por um lado e o comportamento e o rendimento escolar, por outro.

O estudo da medicina precisa conter informação detalhada sobre os poluentes ambientais. Também, os responsáveis pelo planejamento urbano e os políticos precisam receber formação intensiva, por exemplo, para reconhecer e controlar melhor a qualidade do ar nos grandes centros urbanos e alertar os pais nos dias de poluição excessiva.

Finalmente, não podemos esquecer de apoiar crianças e jovens a manter um estilo de vida saudável, incluindo:

alimentação natural;
redução do tempo perante a televisão;
sono suficiente;
um lar saudável;
educação bondosa;
ordem em seu estilo de vida.

Esse conjunto de medidas evita o estresse e eleva a qualidade de vida.

 Por: Dr. Völker Zahn

Fonte: Wohnung + Gesundheit, dezembro de 2003 – http://www.taps.org.br/Paginas/smentalartigo07.html

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