Huberto Rohden

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Esta página é dedicada à Huberto Rohden.

Alvorada do Estado do Rio de Janeiro.
Local: Rua Senador Dantas 117/sala 1834. Centro. RJ/RJ.
Para maiores informações ligue: (0xx) 22-9703-6410.

AS DUAS FACES DA NUVEM

Não creias, amigo ignoto, em nuvens totalmente escuras.
Por mais sinistras que pareçam, cá de baixo, não deixam de ser luminosas, vistas lá de cima.
É questão de perspectiva…
Quando um dia subires a estratosfera, verás que o mais espesso negror se dilui em luminosa alvura.
Não creias em vida perfeita.
Não fales em derrota completa.
A vida é tão vasta, sublime e profunda que nenhuma desgraça a pode inutilizar por completo.
Se a perfídia dos inimigos ou a traição dos “amigos” demolirem os palácios da tua opulência, levanta modesta choupana à beira da estrada.
Ninguém te pode fazer infeliz – a não ser tu mesmo.
Tu é que tens nas mãos as chaves do céu e do inferno.
“O reino de Deus está dentro de ti”…
A felicidade não está na periferia da tua vida – está no centro do teu ser.
Não é nos nervos, na carne, no sangue, no acaso ou no destino que se reside a verdadeira beatitude – mas, sim, no íntimo recesso da tua consciência.
Melhor uma choupana arraiada de sorrisos do que um palácio afogado em lágrimas…
Deus te creou1 para a felicidade – e quem pode frustrar os planos do Onipotente?
Se a tua vida não é um dia cheio de sol – por que não poderia ser uma noite iluminada de estrelas?
Por que não poderia a luz suave de miríades de astros infundir-te na alma uma felicidade que nunca te deram os fulgores solares?
Se não percebes o chilrear dos passarinhos e o chiar das cigarras da zona diurna da vida – por que não te habituas a escutar as vozes discretas com que o silêncio noturno enche a tua solidão?
Há tanto misticismo nas fosforescências da Via-Láctea…
Há tanta sabedoria na reticência da luz sideral…
Há tanta eloquência no mutismo das nebulosas longínquas.
Há tantas preces no sussurro das brisas noturnas…
Há tanta alma na argêntea placidez do luar…
Há tanta filosofia na vastidão pressaga do cosmo…
Há tanta beatitude na acerbidade da dor, quando ilumina por um grande ideal…
Há tão profunda paz em pleno campo de batalha, quando o homem compreendeu o porquê da luta e o sentido divino do sofrimento…
Por mais negra que seja a face humana das nuvens da tua vida – crê, meu amigo, que é luminosa a face voltada para as alturas da Divindade.

Huberto Rohden. De Alma Para Alma. Filosofia da Vida para os que Pensam e Sofrem. Fundação Alvorada para o Livro Educacional. 1976.

1-    Huberto Rohden considera distinções entre as palavras “crear” e “criar”. Para o autor, “crear” é a manifestação da Essência em forma de existência – “criar” é a transição de uma existência para outra existência.

FAZE    UMA    LIMPEZA    GERAL!1

— Estamos em festa! Flores por toda a parte, nas mesas, pelas paredes, nos peitoris das janelas!…
— Esqueceste uma coisa, amigo.
— Que foi?
— Limpeza geral da casa! Olha as teias de aranhas lá no canto! Olha o cisco no chão!
— Não importa! As flores vão encobrir tudo.
— Acho que, antes de por flores, seria necessária muita vassourada, creolina, gasolina, flit, etc…
*     *     *
Felicidade é vida em festa — e festa na vida. Mas, para haver festa e flores, é necessário fazer uma limpeza geral na casa.
Infelizmente, a nossa civilização e vida social está quase toda baseada em mentiras, fraudes, falsidades, hipocrisias e outras imundícies.
A patroa dá ordem a empregada para dizer as visitas que a “dona não está em casa”.
O negociante tem de mentir constantemente aos fregueses para vender as suas mercadorias.
O leiteiro mente dizendo que o leite com 50% de água é leite puro.
O vinicultor põe no seu vinho, além de água e anilina, meia dúzia de drogas picantes e nocivas, para vender melhor ou atender ao gosto viciado dos consumidores.
O farmacêutico2 falsifica os seus produtos de laboratório para ganhar mais dinheiro, pondo em perigo a vida e a saúde dos que ingeriam as drogas.
O cabo eleitoral mente ao público que o seu candidato é o melhor do mundo, quando ele bem sabe que o seu patriotismo obedece à plenitude do bolso.
O orador sobe à tribuna, cônscio da sua inigualável competência e inicia a sua peça oratória com as palavras costumeiras: “Eu, apesar da minha absoluta incompetência…”, abrindo ligeira pausa para ouvir das primeiras filas um murmúrio de “não apoiado”, suavíssima carícia para a sua vaidade.
“Muito prazer em conhecê-lo” — quantas vezes não encobre essa frase estereotípica sentimentos diametralmente opostos aos que os lábios proferem?
90% do que o rádio e televisão propalam é mentira a serviço da cobiça.
Tão inveterados são estes e outros vícios sociais que é quase impossível viver em sociedade sem ser contagiado por essas mentiras e hipocrisias. Tudo isto, é sujeira moral, que torna praticamente impossível o desenvolvimento de uma verdadeira felicidade.

*     *     *
Certo dia, nos Estados Unidos, entrei em uma loja para comprar um artigo. Um dos vendedores mostrou-me o artigo desejado, mas logo acrescentou: “Não é dos melhores, mas o senhor encontrará coisa melhor na casa tal, rua tal”.
Tive a impressão de estar presenciando um milagre, pois não deveria o vendedor garantir-me que aquele artigo que a casa vendia era o melhor do mundo, insuperável, ultrapiramidal e jamais igualado? E como é que, ainda por cima, me indica uma loja onde possa comprar coisa melhor?
Entretanto, melhor publicidade não podia o empregado fazer da casa do que a que ele fez: ser escandalosamente honesto! O fato é que, desde aquele dia, eu só comprava nesta casa, e  para lá encaminhava todos os meus amigos. “Honesty is the best policy” — (honestidade é a melhor filosofia) — pura verdade que poucas pessoas compreendem.
Quando uma pessoa começa a ser escandalosamente honesta, em todos os pensamentos, palavras e atos de sua vida, descobre algo que até então ignorava completamente.
Como definir esse algo?
O fato é que essa pessoa descobre dentro de si um “lugar seguro” — vá esta palavra tosca por outra melhor — uma espécie de baluarte ou fortaleza, um ponto de refúgio nas tempestades da vida. E, por mais violentas que lá fora esbrajem as tormentas, no interior desse reduto seguro vive a alma em perfeita paz e serenidade.
Essa pessoa descobriu que “felicidade” ou “infelicidade” não é algo que lhe possa “acontecer de fora”, mas que ela “produz dentro de si”. Descobriu a enorme diferença entre “felicidade” e “prazer”, entre “infelicidade” e “sofrimento”. Prazeres e sofrimentos estão nos nervos, na carne, na superfície do Eu periférico — ao passo que felicidade ou infelicidade é algo que reside no Eu central, na alma.
De encontro a toda terminologia tradicional, essa pessoa verifica que nenhuma outra pessoa ou coisa a podem fazer feliz ou infeliz — mas que só ela mesma é autora da sua felicidade ou infelicidade.
Candidato à verdadeira felicidade! Grava bem dentro do teu coração esta verdade:
“NÃO FAREI DEPENDER A MINHA FELICIDADE DE ALGO QUE NÃO DEPENDA DE MIM”!

*     *     *
(Texto extraído do livro “O CAMINHO DA FELICIDADE”  de Huberto Rohden.  Livraria Freitas Bastos S. A. Rio de Janeiro. 1962. Parte 6). Reprodução: Alvorada do Estado do Rio de Janeiro.

Maledicência – Não fales mal de ninguém.

Toda pessoa não suficientemente realizada em si mesma tem a instintiva tendência de falar mal dos outros
Qual a razão última dessa mania de maledicência?
É um complexo de inferioridade unido a um desejo de superioridade.
Diminuir o valor dos outros dá-nos a grata ilusão de aumentar o nosso valor próprio.
A imensa maioria dos homens não está em condições de medir o seu valor por si mesma. Necessita medir o seu próprio valor pelo desvalor dos outros.
Esses homens julgam necessário apagar as luzes alheias a fim de fazerem brilhar mais intensamente a sua própria luz.
São como vaga-lumes que não podem luzir senão por entre as trevas da noite, porque a luz das suas lanternas fosfóreas é muito fraca.
Quem tem bastante luz própria não necessita apagar ou diminuir as luzes dos outros para poder brilhar.
Quem tem valor real em si mesmo não necessita medir o seu valor pelo desvalor dos outros.
Quem tem vigorosa saúde espiritual não necessita chamar de doentes os outros para gozar a consciência da saúde própria.
As nossas reuniões sociais, os nossos bate-papos são, em geral, academias de maledicência.
Falar mal das misérias alheias é um prazer tão sutil e sedutor – algoparecido com whisky, gin ou cocaína – que uma pessoa de saúde moral precária facilmente sucumbe a essa epidemia.
A palavra é instrumento valioso para o intercâmbio entre os homens. Ela, porém, nem sempre tem sido utilizada devidamente.
Poucos são os homens que se valem desse precioso recurso para construir esperanças, balsamizar dores e traçar rotas seguras.
Fala-se muito por falar, para “matar tempo”. A palavra, não poucas vezes, converte-se em estilete da impiedade, em lâmina da maledicência e em bisturi da revolta.
Semelhantes a gotas de luz, as boas palavras dirigem conflitos e resolvem dificuldades.
Falando, espíritos missionários reformularam os alicerces do pensamento humano.
Falando, não há muito, Hitler hipnotizou multidões, enceguecidas, que se atiraram sobre outras nações, transformando-as em ruínas.
Guerras e planos de paz sofrem a poderosa influência da palavra.
Há quem pronuncie palavras doces, com lábios encharcados pelo fel.
Há aqueles que falam meigamente, cheios de ira e ódio. São enfermos em demorado processo de reajuste.
Portanto, cabe às pessoas lúcidas e de bom senso, não dar ensejo para que o veneno da maledicência se alastre, infelicitando e destruindo vidas.
Pense nisso!
Desculpemos a fragilidade alheia, lembrando-nos das nossas próprias fraquezas.
Evitemos a censura.

A maledicência começa na palavra do reproche inoportuno.

Se desejamos educar, reparar erros, não os abordemos estando o responsável ausente.
Toda a palavra torpe, como qualquer censura contumaz, faz-se hábito negativo que culmina por envilecer o caráter de quem com isso se compraz.
Enriqueçamos o coração de amor e banhemos a mente com as luzes da misericórdia divina.
Porque, de acordo com o Evangelho de Lucas, “a boca fala do que está cheio o coração”.

(Texto extraído do livro “A Essência da Amizade” – Huberto Rohden* – EditoraMartin Claret).

No Mundo Glorioso do Homem Cósmico

Quando o homem passar da sua presente semi-consciência “ego” para a futura pleni-consciência “Eu”, então será o reino de Deus proclamado sobre a face da terra; haverá um novo céu e uma nova terra, conforme as sagradas Escrituras. Então desaparecerão todas as seitas, igrejas e teologias obrigatórias — e só permanecerá a Religião, que guiara os homens à felicidade.

Essa Religião única e universal não mais dependerá de tradições e revelações do passado. Não haverá mais crença nem descrença — mas somente a sabedoria da experiência a própria Realidade divina.

A Religião não mais será uma parte da vida a ser praticada em certos dias e em certos lugares, de acordo com certos ritos — Religião será a própria essência da vida diária, porque o homem de consciência cósmica se sentirá espontaneamente “religado” ao Infinito Transcendente pelo Infinito Imanente, sentirá o Uno da Divindade em todo o verso do mundo — o homem cósmico é o homem universificado pelo próprio Universo.

O homem cósmico, assim universificado, não procurará sua Religião em livros, cerimônias, templos, bíblias, autoridades eclesiásticas, dogmas, sacramentos, orações, hinos ou credos — a sua própria vida será a sua Religião, porque ele saberá que “Eu e o Pai somos um, o Pai está em mim, e eu estou no Pai”.

E esta Religião não terá o fim de libertar o homem dos seus pecados e salvar sua alma para a vida eterna; de preservá-lo do inferno e fazê-lo entrar no céu — porque a certeza da imortalidade estará em cada alma, aqui e agora, assim como a luz está nos seus olhos.

Dúvida sobre Deus e a vida eterna será tão impossível como a dúvida na própria existência.

Já não haverá discussões sobre teísmo ou ateísmo, sobre materialismo ou espiritualismo — porque o homem de consciência cósmica superou todas as escolas primárias e secundárias da vida terrestre e ingressou na Universidade da Realidade Cósmica.

Já não haverá intermediários entre o homem e Deus – porque o próprio homem, chegado à sua adultez espiritual, sabe diretamente que o reino de Deus está dentro dele.

A chamada morte não é, para ele, o fim da vida, mas a transição duma semi-vida na matéria para uma pleni-vida em outras regiões do Universo, porque o homem cósmico sabe por experiência própria o que quer dizer “na casa de meu Pai há muitas moradas”.

O homem cósmico realizou a mística de Deus pela ética dos homens na estética da natureza — e por isso ele sabe e saboreia que todos os bens do Universo estão sempre a seu dispor, porquanto ele mesmo se sente como parte integrante do cosmos.

O mundo povoado pelos homens de consciência cósmica será tão diferente do mundo governado pela ego-consciência, como esta humanidade de hoje é diferente da humanidade pré-histórica, antes do despontar da inteligência.

O homem do futuro, governado pela consciência crística do Eu racional, será tão diferente do homem presente governado pela ciência luciférica do ego intelectual, como a serena claridade do sol difere das débeis fosforescências de um vagalume em plena noite.

Quando o homem semi-consciente de hoje entrar no mundo pleni-consciente do homem cósmico de amanhã, então será compreendido, pela primeira vez, o Evangelho do Cristo — e tudo o que foi dito, escrito, e excogitado pelos teólogos sobre o Cristo será considerado como fogo pintado em telas de museu, em face do fogo real em toda a sua verdade.

E então a segunda vinda do Cristo será uma gloriosa realidade — no mundo do homem cósmico. . .

Huberto Rohden – A Nova Humanidade – Ed. Alvorada

Da Crença Para a Experiência

Até o fim da Idade Média, prevalecia na cristandade o período da crença em Deus, na imortalidade, no Cristo, no mundo espiritual.

Com o fim da Idade Média, grande parte da cristandade e da humanidade ocidental abandonou a crença, e, com o início da Renascença, muitos proclamaram a ciência como elixir da felicidade. A crença, que é um ato de boa vontade, foi substituída pela ciência, que é um ato da inteligência.

Hoje, porém, após quase cinco séculos de Renascença, e no apogeu da ciência, a nova humanidade está iniciando o terceiro estágio da sua evolução ascensional, para além da crença e da ciência — rumo à experiência de Deus e do mundo invisível. Se a crença foi um ato de boa vontade, e a ciência um ato da inteligência — a experiência é o despertar da razão, do Lógos, do Cristo.

A crença corresponde à infância.

A ciência é da adolescência.

A razão é da maturidade.

O grosso da humanidade continua no período da crença, porque a imensa maioria do gênero humano se acha ainda no plano da infância espiritual, em que a única atitude é a de crer em Deus e no mundo espiritual. Nem é provável que, em tempo previsível, haja uma humanidade que consiga ultrapassar o estágio da crença, uma vez que a evolução progride com passos mínimos em espaços máximos. Para esta humanidade, a crença é necessária, porque é um freio disciplinar para conter o homem dentro de certos limites de moralidade.

Apenas uma pequena elite da humanidade ocidental conseguiu ultrapassar a crença baseada em testemunhos alheios e entrar na experiência própria de Deus e do mundo invisível.

Os que perdem a crença sem atingirem a experiência caem facilmente na descrença.

A elite dos experientes sabe que essa experiência do mundo superior não é um ato transitório, mas uma atitude permanente do homem, uma abertura ou receptividade em face do mundo superior. Para ter experiência da Realidade invisível, deve o homem ser invadido pela alma do Universo, que é Deus.

E, para que aconteça ao homem essa invasão cósmica, deve ele oferecer ao invasor canais abertos; somente o homem invadível pode ser invadido pela alma do Universo. Esta invadibilidade ou disponibilidade cósmica do homem consiste num total ego-esvaziamento, que, segundo leis infalíveis, preludia a cosmo-plenificação, que certas teologias chamam “graça”.

A verdadeira meditação é idêntica a esse ego-esvaziamento. E, na linguagem dos Mestres, é um egocídio voluntário, após o qual nasce na alma o Cristo, ou o Reino de Deus.

Durante esse egocídio, ou ego-esvaziamento, o homem ignora totalmente a sua personalidade humana, mas fica perfeitamente consciente da sua individualidade divina. É um estado 100% consciente e 0% pensante. Os Mestres da vida espiritual são unânimes em exigir esse egocídio, para que possa nascer o Reino de Deus no homem: “Se o grão de trigo (ego) não morrer, ficará estéril; mas, se morrer, produzirá muito fruto”. “Eu morro todos os dias, e é por isto que eu vivo; mas já não sou eu (ego) que vivo, é o Cristo (Eu) que vive em mim”.

Após esse egocídio e esse nascimento do Cristo interno, o homem tem experiência direta e imediata de Deus, da sua alma imortalizável, e agora imortalizada. Já não é um ciente, mas um experiente ou sapiente.

Esta experiência gera absoluta certeza de Deus e da imortalidade, certeza essa que transforma toda a vida individual e social do homem.

Da crença há um possível regresso para a descrença — mas da experiência não há regresso para a inexperiência.

A certeza dos verdadeiros iniciados não vem da crença, menos ainda da ciência, mas vem da experiência. O homem que não tem experiência de Deus e da imortalidade não realizou o destino da sua existência.

Huberto Rohden – A Nova Humanidade – Ed. Alvorada

Sabedorias dos Séculos

Todas as coisas, mesmo as mais pequeninas, são grandes quando feitas com grandeza de alma.

Nunca farei depender a minha felicidade de algo que não dependa de mim.

Envolve numa aura de benevolência universal todos os seres vivos, sem fazer mal a nenhum deles – e verás que nenhuma pessoa te é inimiga.

Consolida-te firmemente no hábito de ser absolutamente verdadeiro e sincero em tudo que fazes, dizes e pensas – e verás que todas as coisas se te oferecerão espontaneamente para serem usufruídas por ti.

Não maldigo as trevas de ódio que me cercam – acendo em minha alma a luz do amor.

Não sou melhor porque me louvam, nem sou pior porque me censuram – sou, na verdade, o que sou a Teus olhos, Senhor, e a luz de minha consciência.

Nenhum mal que os outros me fazem me faz mal, porque não me faz mau – somente o mal que eu faço aos outros me faz mal porque me faz mau.

Huberto Rohden. RUMO A CONSCIÊNCIA CÓSMICA. Fundação Educacional e Editorial Universalista. Porto Alegre

Esta página é dedicada à Huberto Rohden.

Autor de 65 livros, a maioria de filosofia, o tubaronense Huberto Rohden (1893-1981) é um estrangeiro em território catarinense. Pouco conhecido, o escritor acaba de ganhar uma biografia escrita por Zoraida H. Guimarães, “Um Pilar de Luz no Cosmo”, publicado pela Editora Lunardelli.

Filho de roceiros e lavradores em Braço do Norte, quando o município pertencia ao distrito de Tubarão, Rohden escreveu seus primeiros artigos aos 22 anos na revista “Eco”, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, Estado para onde foi em 1905 para estudar no Colégio São José, em Pareci Novo. Aos 27 anos foi ordenado sacerdote e, para comemorar a data, editou seu primeiro livro, “Tu és o Cristo, Filho do Deus Vivo”. Depois de 25 anos de dedicação à literatura cristã, deixou o clero, sob pressão de “invejosos”, que rotulavam seus escritos de perniciosos à fé católica.

Centro Multiuso
São Ludgero

Amplo e moderno, o Centro de Multiuso de São Ludgero colocará à disposição da microrregião do Vale do Braço do Norte um espaço de três mil metros quadrados para a promoção de eventos e um centro cultural, a fim de disseminar a arte local.
O centro também abrigará o Memorial Huberto Rohden, o Museu da Colonização, a Casa do Idoso e o Museu da Arte. Na parte externa, a Praça do Imigrante completa a obra, que está agora na última fase.

Alvorada do Estado do Rio de Janeiro.
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Comentários

  1. Gilson  junho 18, 2012

    Meu mestre a muitos anos e de suas obras emana pra mim algo além das palavras que leio e releio.
    Ao prof. Huberto Rohden só pode dizer e sentir que satisfação, que prazer, que privilégio em poder entender e sentir seus ensinamentos. Muito obrigado meu professor, meu mestre espiritual.

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  2. pedro paulo  dezembro 22, 2014

    Apenas agradeço pela ajuda que obtive ao ler os livros de Huberto Rohden.

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